Informações sobre as vacinas

Até o momento, o município de Quitandinha esta utilizando as vacinas: Coronavac/Sinivac/Butantan, Astrazeneca/Oxford/Fiocruz,Pfizer e Janssen. Para ver as informações na íntegra, faça uso dos links utilizados como fonte de informação, disponíveis ao fim da descrição de cada vacina. veja mais sobre elas:

Coronavac/Sinivac/Butantan:

Por que a eficácia muda de uma vacina para outra? A eficácia de cada estudo muda dependendo do ensaio clínico conduzido. Os critérios podem ser diferentes de país para país e fatores como quantidade de voluntários testados, nível de exposição ou contato com o vírus – inclusive a maneira como os sintomas foram percebidos ou acompanhados durante os testes – contribuem para diferentes resultados.

Por que a eficácia da CoronaVac é menor? O estudo traçou um estudo diferenciado ao selecionar somente profissionais da saúde e que atuam diretamente na linha de frente. Nenhuma das demais vacinas foi testada em um ambiente de incidência tão alta. Nossa vacina ter apresentado uma eficácia de 50,38% não quer dizer que não seja boa. Pelo contrário, a eficácia de 50,38% da Coronavac está dentro do recomendado estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Anvisa, e quando comparada a outras vacinas como a da gripe, por exemplo, a eficácia é ainda maior.

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Qual a principal vantagem dessa vacina? A vantagem da CoronaVac comparada a outras vacinas é a logística de armazenamento e distribuição, já que a temperatura de conservação exigida é entre 2 e 8°C, média que os freezers disponíveis no Brasil utilizam para outras vacinas.

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Quais os efeitos adversos da vacina? Os efeitos mais comuns apresentados após a vacina foram: dor no local da aplicação e dor de cabeça após a primeira dose. Também não foram registrados efeitos adversos graves e de interesse especial relacionados à vacinação.

Quem pode tomar a vacina e quantas doses serão necessárias? Inicialmente, o programa de imunização terá como alvo profissionais da saúde, pessoas com mais de 60 anos, indígenas e quilombolas. Terminada essa primeira fase da campanha, os demais grupos serão vacinados. Crianças e grávidas não entraram nos primeiros testes, mas participarão em breve dos estudos do Butantan. As duas doses da vacina somam 50,38% de eficácia e, durante o estudo, a segunda dose foi aplicada num intervalo de 14 a 28 dias em relação à primeira.

Em meados de janeiro, a vacina do Butantan começou a ser usada pela população brasileira, após ter sua eficácia e segurança comprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A autorização da Anvisa foi dada com base nos resultados dos testes e estudos clínicos que começaram em julho do ano passado em sete estados, incluindo o DF. O estudo foi realizado com 13.060 voluntários, todos profissionais da saúde e expostos diariamente à Covid-19. Metade do grupo recebeu placebo e a outra metade tomou a vacina.

Desde o início dos estudos, 252 pessoas foram infectadas: 167 do grupo placebo e 87 que tomaram a vacina. É importante destacar que entre os vacinados, não houve nenhum caso grave e nem moderado.

Os resultados do estudo da fase 3 mostraram que nos casos graves e moderados a eficácia é de 100%. Para os casos leves, 78% e, nos muito leves, 50,38%. Isso significa que temos 50,38% menos chances de contrair a doença. Se contrairmos, há 78% de chance de não precisarmos de qualquer atendimento médico e 100% de certeza de que a enfermidade não vai se agravar.

Já muito utilizada entre as produções do Butantan, a tecnologia do vírus inativado funciona da seguinte forma: o vírus é cultivado e multiplicado numa cultura de células e depois inativado por meio de calor ou produto químico. Ou seja, o corpo que recebe a vacina com o vírus – já inativado – começa a gerar os anticorpos necessários no combate da doença.

Após tomar a vacina, quem contrair o vírus não desenvolverá a doença, mas poderá transmiti-la. As vacinas atuam na prevenção e evitam o contágio, induzindo a criação de anticorpos por parte do sistema imunológico.

Fonte: site do Butantan

Disponível em: <https://butantan.gov.br/noticias/coronavac-tudo-que-voce-sempre-quissaber-e-nao-tinha-para-quem-perguntar>

Acesso realizado dia 17/03/2021.

Astrazeneca/Oxford/Fiocruz:

A vacina desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca/Universidade de Oxford em parceria com a Fiocruz é uma vacina contendo dose de 0,5 mL contém 1 × 10¹¹ partículas virais (pv) do vetor adenovírus recombinante de chimpanzé, deficiente para replicação (ChAdOx1), que expressa a glicoproteína SARS-CoV-2 Spike (S). Produzido em células renais embrionárias humanas (HEK) 293 geneticamente modificadas. Os estudos de soroconversão da vacina Covishield, demonstraram resultados em ≥ 98% dos indivíduos em 28 dias após a primeira dose e > 99% em 28 dias após a segunda dose. A eficácia desta vacina foi demonstrada em um esquema contendo 2 doses com intervalo de 12 semanas. Os indivíduos que tinham uma ou mais comorbidades tiveram uma eficácia da vacina de 73,43%, respectivamente, foi similar à eficácia da vacina observada na população geral.

Dados de segurança pré-clínica

 

Os dados pré-clínicos obtidos dos estudos de toxicologia e tolerância local com vacinas em investigação utilizando a mesma tecnologia da vacina de vetor adenoviral ChAdOx1 como a vacina covid-19 (recombinante), concluíram que a tecnologia ChAdOx1 foi bem tolerada em camundongos e não foi associada com qualquer efeito adverso.

Toxicologia reprodutiva

Os estudos de toxicidade reprodutiva em animais ainda não foram concluídos.​

Contraindicações

Hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer dos excipientes da vacina covid-19 (recombinante).

Bula completa pode ser encontrada no link:

https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2021/bulas-saiba-mais-sobre-asvacinas-autorizadas-para-uso-emergencial/bula-vacina-covid-19- recombinante_vps_001_21-01-2021.pdf

Fonte:

Bula da Vacina Astrazeneca/Oxford/Fiocruz Disponível em: < https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2021/bulassaiba-mais-sobre-as-vacinas-autorizadas-para-uso-emergencial/bula-vacina-covid-19- recombinante_vps_001_21-01-2021.pdf > Acesso em 17/03/2021.

Segundo Informe Técnico: Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.

Disponível em: < https://www.gov.br/saude/pt-br/media/pdf/2021/janeiro/23/segundoinforme-tecnico-22-de-janeiro-de-2021.pdf > Acesso em 17/03/2021.

Pfizer:

 

Qual é o mecanismo de ação da vacina da pfizer e biontech contra a covid-19? Como ela funciona?
 

A vacina é baseada em mRNA, que usa RNA mensageiro sintético, que auxilia o organismo do indivíduo a gerar anticorpos contra o vírus. Pode ser desenvolvida e fabricada mais rapidamente do que as vacinas tradicionais. A Pfizer selecionou essa tecnologia de vacina baseada em mRNA devido ao seu potencial de alta resposta, segurança e capacidade de rápida produção. A tecnologia de mRNA pode ainda ser estratégica para cenários de pandemias e epidemias devido à agilidade em modificação do antígeno codificado caso necessário, bem como a potencialidade de realização de doses de reforço. A técnica, na qual apenas um pedaço de material genético é usado em vez de todo o vírus, nunca havia sido feita antes.

Os resultados dos estudos da vacina da pfizer e biontech foram positivos?

Sim, os resultados dos estudos de fase 3, envolvendo mais de 44 mil voluntários e já publicados em revista científica qualificada, mostraram que globalmente a eficácia da vacina contra a COVID-19 foi de 95%, com esquema de duas doses, num intervalo de 21 dias entre as doses. Os dados demonstraram também que a vacina foi bem tolerada, sendo que nenhuma preocupação séria de segurança foi observada.

Quando não devo usar este medicamento?

ComirnatyTM não deve ser administrada em pessoas que tenham apresentado reação alérgica (hipersensibilidade) aos componentes dessa vacina. Os componentes de ComirnatyTM estão listados no item “Composição” na bula.

 

O que devo saber antes de usar este medicamento?

 Converse com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de ser administrada a vacina se você:

- alguma vez teve uma reação alérgica grave ou problemas respiratórios após qualquer outra injeção de vacina ou após você ter recebido ComirnatyTM no passado.

- está se sentindo nervoso com o processo de vacinação ou já desmaiou após qualquer aplicação de injeção.

- se nesse momento está com doença aguda, ou infecção com febre alta. No entanto, você pode ser vacinado se estiver apresentando febre baixa ou quadro leve de infecção. - se tiver problemas de hemorragia ou coagulação, machuca-se com facilidade ou utilizar um medicamento para prevenir a formação de coágulos sanguíneos, ou qualquer tratamento para afinar o sangue.

- tem um sistema imunológico enfraquecido, ou é um imunossuprimido, seja por uma doença ou por estar fazendo uso de algum medicamento para o tratamento de alguma doença.

- está grávida ou amamentando. Assim como acontece com qualquer vacina, o esquema de vacinação de 2 doses de ComirnatyTM pode não proteger totalmente todos os indivíduos que a recebem. Não se sabe quanto tempo dura a proteção gerada pela vacina em quem a recebe.

Fonte: Bula da vacina Pfizer, disponível em: <https://www.pfizer.com.br/sites/default/files/inline-files/Comirnaty_Paciente_10.pdf>  Acesso em 28/06/2021

 

Site da fabricante, disponível em: <https://www.pfizer.com.br/sua-saude/covid-19-coronavirus/covid-19-principais-perguntas-respostas-sobre-vacina-pfizer-e-biontech>Acesso em 28/06/2021

JANSSEN:     

 

Mecanismos de ação 

A candidata à vacina da Janssen é baseada em vetores de adenovírus sorotipo 26 (Ad26). Os adenovírus são um tipo de vírus que causam o resfriado comum – portanto, são bons transportadores em seres humanos. Ao serem modificados para desenvolver a vacina, eles não se replicam e não causam resfriado.

Outra parte do processo envolve o código genético do próprio SARS-COV-2. Ele possui em sua superfície externa uma espécie de coroa, formada pelos chamados “spikes”, ou espigões, que são os responsáveis pela ligação do vírus às células do corpo humano. Para produzir a vacina candidata da Janssen, um material genético da proteína “S”, presente nesses espigões, é colocado dentro do adenovírus (que é o vetor, ou transportador).

Quando a pessoa recebe a vacina composta do adenovírus não replicante que carrega a informação genética do novo coronavírus, o corpo inicia um processo de defesa e produz anticorpos contra aquele invasor. A resposta imunológica produzida por esse processo cria então uma memória no corpo contra o coronavírus e ensina o próprio corpo a reconhecer e atacar o vírus quando a pessoa entrar em contato com ele.

 

Efeitos indesejáveis

Resumo do perfil de segurança: a segurança de COVID-19 Vaccine Janssen foi avaliada num estudo de fase 3 (COV3001), a decorrer. Um total de 21 895 adultos com idade igual ou superior a 18 anos receberam COVID-19 Vaccine Janssen. A mediana de idades foi de 52 anos (intervalo 18-100 anos). A análise de segurança foi realizada assim que a duração mediana de seguimento de 2 meses após a vacinação foi atingida. Está disponível um seguimento de segurança superior a 2 meses para 11 948 adultos que receberam COVID-19 Vaccine Janssen.

 

No estudo COV3001, a reação adversa local mais frequentemente notificada foi dor no local de injeção (48,6%). As reações adversas sistémicas mais frequentes foram cefaleia (38,9%), fadiga (38,2%), mialgia (33,2%) e náuseas (14,2%). A pirexia (definida como temperatura corporal ≥38,0°C) foi observada em 9% dos participantes. A maioria das reações adversas ocorreram dentro de 1-2 dias após a vacinação e foram de gravidade ligeira a moderada e de curta duração (1-2 dias).

 

A reatogenicidade foi, de um modo geral, mais ligeira e notificada menos frequentemente em adultos mais velhos (763 adultos ≥65 anos de idade).

 

O perfil de segurança foi, de um modo geral, consistente entre os participantes com ou sem evidência prévia de infecção por SARS-CoV-2 antes da vacinação; um total de 2 151 adultos seropositivos, antes da vacinação, receberam COVID-19 Vaccine Janssen (9,8%).

Fonte: Bula da vacina Janssen, disponível em: <https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/bulas-e-rotulos/bulas-uso-emergencial/vacinas/vacina-covid-19-janssen.pdf>  Acesso em 28/06/2021

 

Resumo das características do medicamento, disponível em: <https://www.ema.europa.eu/en/documents/product-information/covid-19-vaccine-janssen-epar-product-information_pt.pdf>Acesso em 28/06/2021